NO PIAUÍ O BICHO PEGOU GERAL


O procurador regional eleitoral do Piauí, Israel Gonçalves, apresentou na noite de ontem relatório parcial sobre a atuação do Ministério Público Eleitoral em todo o Piauí. Segundo ele, foi apreendido um total de R$ 122.410,00 e efetuadas 28 prisões em 24 municípios na véspera e no dia da eleição. Ele disse ainda que a maioria das ocorrências envolveu a prática proibida da boca de urna, propaganda irregular e distribuição de bebidas e combustíveis, caracterizadas como crime eleitoral.
Os dados parciais foram divulgados em coletiva no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). “Nas últimas 48 horas de atividade intensiva do Ministério Público nós participamos de cerca de 28 prisões, envolvendo, normalmente, corrupção eleitoral e boca de urna. Valores apreendidos no total pelo Ministério Público foi de 122 mil e 410 reais com candidatos e as ocorrências mais comuns que tivemos foi boca de urna, realização de propaganda no dia da eleição e também distribuição de brindes, entre os casos principais”, afirmou Israel Gonçalves.
O procurador eleitoral destacou ainda como a ocorrência mais grave a prisão do prefeito de Barreiras do Piauí, Divino Alano Barreira Seraine (PMDB). Conhecido como Dr. Alano, ele foi preso na última sexta-feira juntamente com dois secretários municipais, pelo crime de corrupção eleitoral. Com ele foi encontrado R$ 57 mil e uma mala com mais de 300 documentos de identificação de supostos beneficiados. “No geral nós tivemos ocorrências criminais em 24 municípios do nosso estado, sendo (a ocorrência) mais grave exatamente que foi a prisão do próprio prefeito de Barreiras do Piauí, onde foi apreendido com ele 57 mil reais, tanto ele como dois secretários dele”, frisou Israel.
Ele acrescentou, que pelo menos, nesse caso, a apreensão impediu que o dinheiro fosse usado para comprar a consciência do eleitor. “Então, isso demonstra a velha prática da política se perpetuando que é a compra da consciência do eleitor. Dessa vez, pelo menos, esse dinheiro foi retirado de circulação, não serviu para esse propósito ilícito, mas representa ainda essa maneira atrasada de conquistar o poder”, avaliou o procurador regional eleitoral.
Israel Gonçalves lembrou ainda que a prática da compra de votos é “perniciosa à democracia” e que a forma legítima de se eleger é usando o convencimento. “A gente sabe que a eleição é uma forma de se conquistar o poder, mas deve ser conquistado de forma legítima, seguindo as regras e dentre essas principais regras se dá de conquistar o voto através do convencimento do eleitor. Infelizmente, essa é uma prática deletéria e bastante perniciosa à democracia”, finalizou.
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