Acusações da nova gestão em BH


Reunião com principais nomes do partido, seguida de coletiva de imprensa, ocorreu poucos dias após o governador Fernando Pimentel apresentar o balanço e criticou as gestões anteriores.

Os maiores nomes do PSDB, entre eles os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, participaram, nesta sexta-feira (10), de uma reunião fechada em Belo Horizonte. Houve uma coletiva de imprensa em que os políticos se defenderam das acusações feitas pela nova gestão do governo de Minas aos governos tucanos no Estado.

Na última segunda-feira (6), o governador Fernando Pimentel participou de uma coletiva de imprensa que apresentou os dados do balanço do governo, afirmando que a situação no Estado é grave e que os mineiros precisarão de ser “compreensivos” com as dificuldades que seriam consequência de erros das gestões anteriores.

No dia foi dito que Minas nunca teve “Déficit Zero” e que existem problemas em grandes áreas como saúde, educação, segurança pública e gestão de recursos hídricos. Ainda de acordo com o diagnóstico, o rombo orçamentário atualmente é de R$ 7,2 bilhões, sendo que nos últimos oito anos a dívida do Estado subiu de R$ 52 bilhões para R$ 94 bilhões. A reportagem tratando sobre o diagnóstico divulgado pela nova gestão pode ser lida clicando AQUI.

Diante das acusações, os principais nomes do partido chegaram à capital mineira nesta sexta-feira para uma reunião fechada. Após algum tempo, os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, o ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) e o deputado estadual João Leite interromperam o encontro para conversar com a imprensa, dando continuidade depois à reunião.

O ex-presidenciável foi o primeiro a falar, tratando sobre os 100 primeiros dias do Governo Federal. “Foi um governo sem nada a acrescentar. Os 100 dias foram coroados com a prisão de três políticos aliados do PT”, afirmou Aécio sobre a prisão de três ex-deputados por agentes federais nesta sexta em desdobramentos da operação Lava Jato. Entretanto, dois dos políticos presos são do PP, partido do ex-governador Alberto Pinto Coelho, que estava ao lado do senador. A legenda é rachada no nível nacional e os políticos detidos são da ala dilmista, da qual não faz parte o ex-governador.

Foram detidos André Vargas (ex-PT/PR), Luiz Argôlo (ex-PP e atualmente, Solidariedade/BA) e Pedro Corrêa (PP/PE). Sobre a gestão de Pimentel, o ex-candidato à presidência afirmou que pela primeira vez um governo se reúne para tecer críticas ao governo anterior ao invés de apresentar novas propostas. “O que tenho para dizer ao PT é o mesmo que foi dito pela guarda costeira ao comandante do Costa Concordia: ‘Vada a bordo’ (Volte a bordo), e vá governar Minas Gerais”, disse.

Oposição na ALMG pretende rebater acusações

Durante a coletiva os tucanos alegaram que os dados apresentados pelo PT são mentirosos. O deputado João Leite garantiu que, pela ordem, a oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) responderá a tudo que está sendo divulgado usando dados reais. “Números relativos à educação, energia, água, segurança pública entre outros. O trabalho na assembleia, a todo momento, será falar desta situação”, disse.

Ainda conforme os políticos, no último congresso do PT em BH um dos pontos aprovados foi que o partido desmontasse a gestão tucana no Estado. “Eles agem para aparelhar o Estado, usando ele para uma deliberação partidária, que é desconstruir o que nós fizemos em Minas”, falou.

Resposta

Em nota, o governo de Minas respondeu às declarações feitas pelos tucanos. Leia na íntegra:

“O governo de Minas Gerais reafirma as informações apresentadas à sociedade na última segunda-feira (6). São dados públicos, a exemplo do resultado fiscal de 2014, com R$ 2,16 bilhões negativos. O atual governo também herdou um orçamento deficitário em R$ 7,2 bilhões. 

Passada a fase do diagnóstico, o governo de Minas Gerais deu início a uma série de auditorias para apurar responsabilidades que levaram à paralisação de centenas de obras, perda de 6 milhões de medicamentos, suspensão de convênios, entre outras práticas que agravaram a situação social e econômica do Estado.

O governo de Minas Gerais não pretende polemizar com administrações passadas e, neste momento, busca soluções para os problemas encontrados com o objetivo de cumprir os compromissos assumidos com a população. Os dados do diagnóstico estão disponíveis no site http://www.diagnostico.com.br.

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