Manifestações contra o governo Dilma


Milhares de pessoas participaram de uma manifestação contra o governo Dilma, as denúncias de desvio de dinheiro na Petrobras e a flexibilização da Lei de Diretrizes e Orçamentárias neste sábado, em São Paulo. Segundo estimativa da PM, o protesto reuniu cerca de oito mil manifestantes. O ato foi organizado pelos movimentos Vem Pra Rua e Brasil Livre e teve apoio de políticos de oposição na convocação.

A caminhada começou no Masp, na Avenida Paulista, e seguiu até a Praça Roosevelt. O senador José Serra (PSDB) discursou ao final do protesto. Para Serra, o ato deste sábado fortalece a democracia e a cobrança sobre os políticos. O senador aproveitou para pedir paciência aos opositores caso as mudanças não aconteçam.

— As coisas não vão se resolver em uma semana, um mês ou um ano. Mas precisamos estar prontos para o imprevisto, para o improvável. Não há história sem fatos inesperados — disse ele, sem especificar o que seriam ‘fatos inesperados’.

Já o senador Aécio Neves (PSDB), que gravou vídeo convocando para o ato, não compareceu. Na página oficial do senador no facebook, uma foto da manifestação foi postada.

As reivindicações do presentes ao ato se dividem em duas. De um lado está os que pedem intervenção militar no país. Do outro, concentram-se pessoas que protestam contra a corrupção na Petrobras e as mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

— Queremos a apuração das denúncias de corrupção na Petrobras, somos contra a aprovação da flexibilização da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e queremos divulgar o voto distrital — afirmou Rogério Chequer, um dos organizadores do Vem Pra Rua.

Ele acrescentou ainda que, nesse momento, o movimento não defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Apesar disso, uma série de participantes estava com bandeiras ou camisetas com a frase “Fora Dilma”.

Renas Santos, do Brasil Livre, afirmou que pede a menor intervenção estatal.

Também no Masp, os movimentos Movimento Brasil Revolucionário e Juntos Somos Fortes pediam a intervenção militar.

— Estamos vendo o início do comunismo. Não temos partidos aceitáveis — afirmou Maria Lucia Simões, do Juntos Somos Fortes.

 

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