Supremo Tribunal Federal (STF)


Após a homologação da delação premiada, assinada terça-feira pelo ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, deixou a carceragem da Polícia Federal, no Paraná, na tarde desta quarta-feira. Paulo Roberto foi escoltado durante todo o trajeto da prisão em Curitiba até sua casa no Rio de Janeiro, onde mora e ficará em regime de prisão domiciliar, concedido pelo juíz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

O ex-diretor de abastecimento da estatal recebeu tornozeleira eletrônica ainda na capital paranaense. Ele terá sua casa monitorada por policiais, conforme o acordo assinado por ele, por sua advogada, Beatriz Catta Preta, e pelo procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol, além de outros procuradores do Ministério Público participantes da força-tarefa, em 27 de agosto.

Mais cedo, um homem que se identificou como servidor da Polícia Federal visitou o condomínio Rio Mar IX, onde Paulo Roberto mora, para checar qual empresa faz a segurança do local. De acordo com a PF, a Atlas, que tem o cadastro regular na PF, também prestará informações sobre o a segurança e a vigilância do preso.

A delação também concede ao réu o direito de uma pena menor, com o arquivamento de novas acusações, em troca de informações que colaborem com

Preso por participação no esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Operação Lava-Jato, o réu se comprometeu a renunciar e devolver aos cofres públicos os valores que mantinha em contas bancárias nas ilhas Cayman (US$ 2,8 milhões) e na Suíça (US$ 23 milhões). Costa também deve pagar uma multa de R$ 5 milhões à Justiça Federal de Curitiba. Além do total de R$ 74 milhões, terá de entregar bens como o carro que recebeu de Alberto Youssef, uma lancha no valor de R$ 1,1 milhão e um terreno de R$ 3,2 milhões em Mangaratiba (RJ). Além disso, o réu terá de pagar os montantes em dinheiros nos valores de R$ 762,2 mil, US$ 181,4 mil e 10,8 mil euros apreendidos em sua residência de Costa.

Paulo Roberto Costa foi preso pela segunda vez em 11 de junho. Ele já havia sido detido no dia 20 de março por ocultar provas, mas recebeu liberdade por ordem do STF.

A Operação Lava-Jato foi deflagrada em 17 de março pela Polícia Federal (PF) para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Na época, foram presas 24 pessoas, entre elas o doleiro Alberto Youssef. Os detidos foram acusados de participar de uma organização criminosa que tinha o objetivo de lavar R$ 10 bilhões oriundos de desvio de dinheiro público, tráfico de drogas e contrabando de pedras preciosas.

A operação foi consequência da prisão do empresário André Santos, em dezembro de 2013, com US$ 289 mil e R$ 13.950 escondido nas meias. Santos é réu em ação na qual é acusado de fazer parte do braço financeiro de uma quadrilha de libaneses especializada em contrabandear produtos do Paraguai, operando um esquema de lavagem.

As investigações colocaram sob suspeita contratos assinados pela Petrobras. Isso porque o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa foi preso, no dia 20 de março, sob acusação de envolvimento com o doleiro Youssef. Costa, que foi detido quando queimava documentos que poderiam se configurar como provas do envolvimento, reconheceu ter recebido de Youssef um carro de luxo. Ele alegou, no entanto, que o presente seria o pagamento por uma consultoria prestada.

 

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