Parceria público-privada (PPP)


Mil e seiscentas pessoas vão trabalhar 24 horas por dia, a partir de hoje, na recuperação de estações de esgoto e conserto de vazamentos na rede de saneamento do Grande Recife. A estratégia é mostrar à população um retorno efetivo a curtíssimo prazo do bilionário contrato da chamada PPP da Compesa. A parceria público-privada (PPP) feita pela estatal coloca hoje a Foz do Atlântico, do grupo Odebrecht, à frente da operação do esgoto de 15 municípios pernambucanos – os 14 metropolitanos, mais Goiana, na Mata Norte.

A Foz deveria assumir o contrato apenas no mês que vem, após um processo de transição de seis meses. Mas o prazo foi antecipado em cerca de um mês. A companhia privada será como uma terceirizada da Compesa, que continuará a fazer o atendimento ao cidadão.

A estatal e a Foz montaram um ataque concentrado que, em termos leigos, vai “desentupir” a rede coletora em áreas críticas bastante conhecidas, como Bairro do Recife, Aflitos, Espinheiro, Boa Viagem e Casa Forte, na capital.

“Os locais que você conhece em que há problemas de extravasamento da rede são aqueles onde haverá serviços no plano de cem dias”, explica o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

As primeiras cidades na lista são Recife, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Moreno e Jaboatão dos Guararapes. O detalhamento por projetos e bairros será apresentado à imprensa hoje.

A Foz do Atlântico é um consórcio da Foz do Brasil, gigante da Odebrecht no saneamento, e Lidermac, fornecedora de máquinas e equipamentos.

“Fizemos o plano de cem dias com a Compesa, com foco nos pontos mais críticos do sistema que já existe”, diz Pedro Carneiro Leão, diretor da Unidade PE da Foz.

A proposta do plano é evidenciar a curtíssimo prazo as melhorias trazidas pela PPP da Compesa. Mas o verdadeiro foco do contrato é expandir a reduzida cobertura do sistema, que abrange apenas 28% da região metropolitana, com menos de 10% de tratamento efetivo. A meta é elevar a coleta para 90% do Grande Recife em 12 anos, com 100% de tratamento.

Toda a estrutura do saneamento é dividida basicamente em três sistemas: a rede coletora de esgoto, as conexões dos imóveis com o sistema, as estações elevatórias (bombas que garantem o fluxo dentro da tubulação) e as estações de tratamento, que, como diz o nome, tratam os efluentes antes do despejo em rios ou no mar.

“As 1.600 pessoas vão trabalhar 24 horas por dia com um total de 220 equipamentos. E quando você roda 24 horas nos três sistemas, ele passa a efetivamente funcionar”, afirma Carneiro Leão.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s