Centrais sindicais brasileiras


A mobilização de trabalhadores programada por centrais sindicais brasileiras para esta quinta-feira, 11, virou assunto internacional. Na véspera da reunião de cúpula do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai, empresários e sindicalistas dos países que pertencem ao bloco demonstram preocupação e entusiasmo, respectivamente, com o movimento brasileiro.

Um dos principais nomes do mundo sindical latino-americano, Héctor Castellano, afirmou que as centrais brasileiras parecem ter “acordado” para as dificuldades e a ideia de saírem às ruas para reivindicar a pauta trabalhista junto ao governo federal (que inclui redução da jornada semanal de trabalho e o fim do fator previdenciário) é positiva.

“O movimento sindical deve ser a massa crítica do desenvolvimento, especialmente na América Latina, onde o crescimento econômico tem sido puxado justamente pelo avanço dos salários, que sustentam o consumo interno”, disse Castellano, que é secretário técnico da Coordenação das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) e dirigente nacional da PIT-CNT, a maior central sindical do Uruguai, que representa cerca de 700 mil trabalhadores. “Essa convocação das centrais é diferente das manifestações que tomaram o Brasil em junho. Falamos agora de um movimento organizado, não espontâneo”, disse.

Um empresário do ramo têxtil e dirigente de uma associação do setor privado uruguaio afirmou, em condição de anonimato, que a greve geral no Brasil “assusta” todos os empresários dos países vizinhos. “O crescimento econômico está mais lento em todos os países, as condições de competição estão ainda mais acirradas. Não podemos nos dar ao luxo de ter um dia de produção e vendas parado por uma greve geral”, afirmou o empresário, que apontou como um risco “grave” a possibilidade de movimentos sindicais como o preparado no Brasil influenciarem protestos semelhantes em outros países.

Durante a reunião do Mercosul, que começa na quinta e termina na sexta-feira em Montevidéu, serão realizados dois fóruns – um empresarial, outro sindical – com objetivo de levantar propostas a serem apresentadas aos presidentes de Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela na sexta-feira. Líderes de associações e sindicatos já participam de reuniões preparatórias na cidade.

O projeto de adicionar um novo esporte em 2016 foi abandonado nesta semana, justamente para evitar o que Rogge chama de “inflação” nos custos do evento.

Pelo menos quatro modalidades pediam a introdução de novas disciplinas: a federação de ciclismo queria a disputa do BMX estilo livre. No triatlo, a meta era revezamento misto. O judô queria disputa por equipes. Mas o grande favorito era o basquete 3×3.

Rogge, porém, não sairá sem mais uma decisão a ser tomada: a escolha da sede de 2020. Tóquio e Madri aparecem como as favoritas. Mas Istambul quer entrar para a história como a primeira a levar os Jogos para uma região do mundo que jamais sediou o evento esportivo, algo que atrai Rogge.

Tendo conduzido seis edições dos Jogos Olímpicos, Rogge deu neste mais um sinal de sua diplomacia: garantiu que jamais irá declarar que um evento foi o melhor da história.

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