Copa do Nordeste de 2015

Nesta quinta-feira (18), a Copa do Nordeste de 2015 tem seu pontapé inicial com o evento oficial de lançamento do torneio, direto de Recife, a partir das 20h00  . A festa, que contará com a presença de importantes personalidades do futebol nordestino, será coroada com as premiações relativas ao torneio deste ano: Seleção da Copa do Nordeste, Melhor Técnico e Craque da Copa. Além, claro, do sorteio dos grupos da edição de 2015. Serão apresentados ainda o mascote oficial da competição e a nova bola exclusiva.

O sorteio

Pela primeira vez na história, a Copa do Nordeste terá a participação de equipes do Maranhão e do Piauí. Na fase de grupos, os 20 clubes serão divididos em 4 potes com 5 equipes cada, ordenadas de acordo com o ranking oficial da CBF. Destes potes, saem os 5 grupos que compõem a primeira etapa do torneio, com 4 equipes cada. Classificam-se às oitavas-de-final os primeiros colocados de cada grupo, além dos três melhores segundos colocados.

Pote 1: Vitória, Bahia, Náutico, Ceará, Sport
Pote 2: Fortaleza, América-RN, CRB, Salgueiro, Sampaio Corrêa
Pote 3: Campinense, Botafogo-PB, Coruripe, Moto Club, Confiança
Pote 4: Globo FC, Serrano, Socorrense, River, Piauí

Prêmios para quem fez acontecer

O evento oficial vai coroar também quem brilhou no último certame. Na festa, serão entregues os prêmios de Melhor Técnico, Seleção da Copa e, claro, o Craque do torneio de 2014.

Na disputa das chefias, concorrem os finalistas Eduardo Baptista (Sport), Sérgio Soares (Ceará) e Oliveira Canindé (CSA/América-RN). O nome do grande craque sairá de Neto Baiano (Sport), Magno Alves (Ceará) e Daniel Costa (CSA).

Escolhida por uma equipe de jornalistas e membros da imprensa nordestina, a seleção da Copa do Nordeste de 2014 foi dominada pelo campeão. Seis dos onze nomes saíram do Sport, sendo os outros cinco distribuídos entre outras equipes do torneio:

Seleção completa: Magrão (Sport), Patric (Sport), Durval (Sport), Sandro (Ceará), Renê (Sport), Luciano Sorriso (Santa Cruz), Rithely (Sport), Ricardinho (Ceará), Daniel Costa (CSA) , Magno Alves (Ceará), Neto Baiano (Sport).

Revelação: Renê (Sport)

Melhor árbitro: Jaílson Macedo de Freitas (Bahia)

 

CBF VAI TER QUE DEVOLVER RELÓGIOS

Como resultado de uma investigação do Comitê de Ética da Fifa, a entidade máxima do futebol mundial determinou que 65 relógios de luxo dados pela CBF, em junho, a altos dirigentes internacionais sejam devolvidos. O presente, cada um deles avaliado em US$ 26,6 mil (R$ 62,2 mil), foi distribuído para os 28 membros do Comitê Executivo da Fifa, um representante de cada uma das 32 seleções que disputaram a Copa do Mundo e cinco dirigentes da Conmebol.

De acordo com o código de ética da Fifa, dirigentes só podem aceitar ou oferecer presentes que tenham ‘valor simbólico ou trivial’.

- A CBF não deveria ter oferecido estes relógios, e aqueles que receberam a sacola com o presente deveria ter prontamente checado se o que havia no interior era apropriado e, uma vez descoberto o relógio, devolvido (à CBF) ou (…) reportado a questão ao à câmara investigatória (do Comitê de Ética da Fifa) – diz um trecho do comunidado da Fifa.

Ainda segundo a nota, a CBF recebeu um pedido de esclarecimentos e confirmou que, durante o 64º Congresso da Fifa, realizado às vésperas do início da Copa do Mundo, distribuiu os 65 relógios da marca Parmigiani, um dos patrocinadores da entidade que rege o futebol brasileiro. A CBF também informou que adquiriu cada relógio ao preço de US$ 8,75 mil (R$ 20,4 mil), no entanto a investigação do Comitê de Ética descobriu que o valor de mercado de cada peça é de US$ 26,6 mil. Consultada, a CBF afirmou, através da sua assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o caso.

A Fifa determinou que os dirigentes presenteados têm até o dia 24 de outubro para devolver os relógios, que serão doados, segundo a nota, para organizações independentes sem fins lucrativos que atuem em projetos sociais no Brasil.

O Comitê de Ética da Fifa também revelou que, em meados de junho, o secretário geral da Fifa, Jeróme Valcke, consultou o órgão sobre a proposta de distribuir dois relógios da marca Hublot para cada um dos 28 membros do Comitê Executivo. Os relógios, explicou Valcke, foram dados à Fifa como parte de um acordo comercial. No entanto, o Comitê de Ética não permitiu a distribuição, alegando que os presentes iriam violar o código de ética da entidade.

Tesouro Nacional

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) está esmiuçando arquivos do Tesouro Nacional, Caixa Econômica Federal Banco do Brasil e Banco Central (BC). O objetivo é rastrear documentos e contratos firmados entre a Caixa e ministérios da área social com informações sobre as chamadas “pedaladas fiscais”, a prática de atraso nos pagamentos de benefícios sociais para melhorar temporariamente o resultado das contas públicas.

No processo aberto pelo ministro José Múcio, a pedido do Ministério Público (MP) junto ao TCU, os auditores também têm realizado “interrogatórios” com servidores da área econômica. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, pode ser convocado para uma entrevista, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

Uma força-tarefa de dez técnicos do TCU está dedicada à investigação das “pedaladas fiscais”, que também inclui o “caso dos R$ 4 bilhões”, crédito a favor do Tesouro encontrado pelo BC em uma conta paralela de um banco privado do País que melhorou o resultado fiscal do governo federal em maio. Uma fonte envolvida nas investigações disse que o tribunal “vai fundo na inspeção, tendo em vista que crimes contra o Erário, se forem verificados, não prescrevem”.

O TCU audita a operação de atraso no repasse de recursos do Tesouro para a Caixa, que tem pago com recursos próprios despesas como abono salarial, aposentadorias e Bolsa Família. Ao deixar de repassar os recursos, via “pedalada fiscal”, o Tesouro registrou gastos menores, e isso melhorou o quadro das contas públicas. O ponto central é que a Caixa, sem o dinheiro do Tesouro, manteve o pagamento em dia de todos os benefícios sociais. Assim, essa operação configuraria um financiamento do Tesouro pela Caixa, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O caso foi levado pelo banco estatal à Câmara de Arbitragem e Conciliação da Advocacia-Geral da União (AGU). Até aqui, não houve posição final da AGU sobre o caso.

O Tesouro tem negado qualquer atraso no repasse do dinheiro à Caixa. Os repasses seguiriam os prazos contratuais e não haveria qualquer problema, segundo a secretaria.

JULGAMENTO – Os dados técnicos, com documentos e as oitivas dos servidores e autoridades, devem ser amarrados em um parecer a ser entregue pelos especialistas da área de fiscalização do TCU ao ministro José Múcio até o fim de outubro. A partir disso, o ministro levará as conclusões da investigação ao plenário do tribunal entre o fim de novembro e o mês de dezembro. O caso é considerado grave pelo TCU, segundo uma fonte que acompanha o processo.

R$ 4 BILHÕES – O TCU também investiga o “caso dos R$ 4 bilhões”. O caso, revelado pela reportagem em julho, continua sem explicação oficial. O Banco Central informou ter colocado sua área de supervisão para analisar a operação feita pelo banco privado, que alterara seu registro contábil, levando os R$ 4 bilhões em créditos da União a escapar do sistema automático de verificação fiscal da autoridade monetária.

Mas até hoje, 70 dias após a revelação do caso que melhorou as contas fiscais em maio, é desconhecida a origem dos R$ 4 bilhões. Também não se sabe a razão que motivou o banco privado nacional a fazer a alteração em sua classificação contábil, que deixou os recursos fora do radar do Banco Central. Além do Tribunal de Contas da União, as pedaladas fiscais e o caso dos R$ 4 bilhões também estão sob investigação do Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF).

PAULO ROBERTO COSTA -CALADO

O ex-diretor da Área de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa reafirmou nesta quarta-feira (17) que vai permanecer calado diante da pergunta, feita pelo deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), se ele vai declinar os nomes dos políticos citados na delação premiada que teriam recebido propina a partir de contratos na estatal.

“Hoje, o nome que o senhor falar, está morto”, disse Mabel, durante a CPI mista da Petrobras. “Desculpe, mas reitero a minha posição aqui de ficar calado”, respondeu Costa.

O ex-dirigente da estatal, que está preso por conta das investigações da Operação Lava Jato, tem olhado para todos os parlamentares que o citam nas suas falas. O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), mostrou uma foto do ex-diretor no qual ele está escrevendo algo no macacão da presidente Dilma Rousseff. “Gostaria de saber o que você escreveu no macacão dela?” questionou o tucano. Ele só olhou para o parlamentar.

Pouco depois, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) arrancou risadas do plenário quando disse que, se o ex-diretor não quer falar nem mesmo em sessão reservada, Costa só declinaria o esquema sobre tortura. Mais uma vez, o ex-diretor somente olhou para o peemedebista.

O ex-diretor chegou ao Senado, sob forte esquema de segurança. Ele veio da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso e ficou isolado durante uma hora e meia, segundo o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS).

DOLEIRO PRESO

A Justiça Federal no Paraná condenou nesta quarta feira, 17, a 4 anos e 4 meses de prisão o doleiro Alberto Youssef pelo crime de corrupção ativa no âmbito do caso Banestado – escândalo de evasão de divisas nos anos 1990. Alvo da Operação Lava Jato – investigação sobre lavagem de R$ 10 bilhões e corrupção na Petrobrás – Youssef sofria ainda acusação por seu vínculo com o caso do antigo banco do Estado do Paraná.

Neste caso, ele foi condenado porque obteve, em agosto 1998, empréstimo fraudulento de US$ 1,5 milhão para a Jabur Toyopar Importação e Comércio de Veículos Ltda. no Banestado, agência de Grand Cayman, mediante pagamento de propina de US$ 131 mil ao então diretor de Operações Internacionais da instituição financeira. Esse valor, segundo o Ministério Público Federal, foi repassado para uma “campanha eleitoral” de 1998.

A sentença é do juiz Sérgio Moro. Na mesma sentença, o doleiro foi absolvido da imputação do crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. O juiz condenou Youssef ao regime fechado – o doleiro está preso desde 17 de março por sua ligação com a Lava Jato.

A ação contra Youssef havia sido suspensa em 2004, quando o doleiro fez delação premiada e revelou bastidores de um grande esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio do Banestado.

Com a descoberta da participação de Youssef nos crimes de lavagem e corrupção no âmbito da Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal, a Justiça reabriu duas ações penais contra o doleiro, ainda da época do caso Banestado.

A condenação hoje imposta ao doleiro é oriunda de ação penal originariamente proposta em 2003 pelo Ministério Público Federal – ela foi suspensa em decorrência daquele acordo de colaboração premiada celebrado pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado do Paraná com Alberto Youssef.

Em decorrência dos fatos apurados na Operação Lavajato, o acordo, a pedido do Ministério Público Federal, foi declarado rompido e a ação penal retomou o seu curso agora.

DANOS DA CPI DA PETROBRÁS

O governo montou nesta terça-feira, 16, uma operação de “contenção de danos” com vistas a minimizar possíveis estragos causados pelo depoimento que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa deve prestar na tarde desta quarta, 17, à CPI mista (CPMI) da estatal instalada no Senado em decorrência da Operação Lava Jato da Polícia Federal.

O Palácio do Planalto teme que, se o ex-diretor resolver falar sobre o esquema de corrupção que tem delatado à Justiça Federal do Paraná, a presidente Dilma Rousseff pode sair extremamente desgastada a 19 dias do primeiro turno das eleições.

A aposta inicial dos governistas é de que o ex-diretor permaneça em silêncio durante o depoimento, que ocorrerá sobre forte esquema de segurança.

Desde o dia 29 de agosto, Costa tem prestado depoimentos à Justiça no qual vem revelando a participação de políticos, inclusive filiados ao PT e ao PMDB, num esquema de recebimento de propina em contratos sob a diretoria que comandou nos governos Lula e Dilma (2004 a 2012). A avaliação é de que o ex-diretor poderia perder o direito à redução da pena prevista no acordo de delação caso fale aos deputados e senadores.

Dilma afirmou ontem que “não tem a menor preocupação” com a ida do ex-diretor para depor no Congresso. Apesar das declarações da presidente, o governo está acompanhando o tema de perto e o ministro- chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, foi escalado para atuar junto ao Congresso. Berzoini se reuniu na manhã desta terça-feira, no Planalto, com o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), para debater a estratégia de condução dos trabalhos durante o depoimento.

Enquanto o assunto Petrobrás estiver em ebulição na CPMI, o afastamento do ministro Ricardo Berzoini do governo está adiado. A ideia inicial consistia em que ele, a exemplo dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), que tirou férias, e do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, que deixou temporariamente o cargo para reforçar a campanha, também se afastasse do Planalto para colaborar nas eleições.

Mas, agora, diante das denúncias de corrupção na estatal, o plano foi adiado. Berzoini, no entanto, já participa das reuniões de coordenação da campanha petista no Alvorada.

Manobra. Em sintonia fina com o Planalto, caso Costa queira falar à CPI, parlamentares da base vão defender que o depoimento do ex-diretor seja realizado em sessão fechada. Embora justifiquem publicamente que desta forma o ex-diretor vai se sentir mais à vontade para falar, os governistas avaliam que um depoimento feito sem a presença da imprensa terá um efeito político – e, naturalmente, eleitoral – reduzido.

Outro ponto que os governistas pretendem explorar, caso o ex-diretor resolva falar, é sobre a ascensão de Costa na Petrobrás durante o governo Fernando Henrique Cardoso. A estratégia da base é mostrar que, se o ex-diretor atuou mesmo no esquema de corrupção da Petrobrás, o início se deu ainda nos governos tucanos.

O ex-diretor, que entrou para a estatal em 1977 por concurso público, ocupou importantes funções na companhia durante a gestão FHC. Um grupo de 10 assessores da base fez um pente-fino na atuação de Costa a fim de encontrar indícios de atuação irregular dele desde o governo do PSDB (1995-2002).

Apesar da apreensão nos bastidores, o presidente da CPMI afirmou que não está preocupado com as eventuais repercussões que as revelações do ex-diretor possam trazer para seu partido. “(O PMDB) não (teme o depoimento), eu acho que todos nós torcemos para que ele possa falar e confirmar as notícias vazadas por vocês”, respondeu Vital do Rêgo.

O relator da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS), disse esperar que Costa confirme as declarações. “Provavelmente esta sessão será fechada e nós deveremos dar esta oportunidade ao depoente para que ele possa falar mais. Nós queremos ouvi-lo, obter informações dele durante o processo de investigação”, disse. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), também concorda com o relator. “Se formos realizar a sessão secreta, vamos preservar a condição do delator”, afirmou.

REGIMES POLÍTICOS:

Democracia

Forma de governo em que o povo elege livremente seus representantes e exerce a soberania do Estado mediante um sistema partidário pluralista, com liberdade de imprensa, de manifestação, de associação e de organização política e respeito aos direitos civis e individuais do cidadão.

Comunismo

O Partido Comunista do Brasil, fundado no Rio de Janeiro em Março de 1922, foi de grande importância para o Brasil, pois dele surgiram vários partidos que potenciaram a política brasileira. No seu princípio e mais ou menos até 1935, o Partido Comunista teve que lutar contra o anarquismo pela liderança sindical.

Durante muito tempo o Partido Comunista foi proibido de funcionar e por isso teve que funcionar de forma clandestina. Por esse motivo, o Bloco Operário Camponês foi criado, com o objetivo de participar nas eleições.

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