BALANÇO FEDERAÇÃO CEARENSE DE FUTEBOL (CE)-2013

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IBGE-2014

O Brasil tem uma população de 202.768.562 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicados hoje (28) no Diário Oficial da União. O Estado mais populoso, São Paulo, tem 44,03 milhões de habitantes. Já no Estado menos populoso, Roraima, vivem 496,9 mil pessoas.

Os dados do IBGE são estimativas de população no dia 1º de julho de 2014. Além de São Paulo, cinco Estados têm mais de 10 milhões de habitantes: Minas Gerais (20,73 milhões), Rio de Janeiro (16,46 milhões), Bahia (15,13 milhões), Rio Grande do Sul (11,21 milhões) e Paraná (11,08 milhões).

Na lista dos lista de unidades da federação com mais de 5 milhões de pessoas, estão seis Estados: Pernambuco (9,28 milhões), Ceará (8,84 milhões), Pará (8,08 milhões), Maranhão (6,85 milhões), Santa Catarina (6,73 milhões) e Goiás (6,52 milhões).

Apenas dois Estados têm menos de 1 milhão de habitantes, além de Roraima: Amapá (750,9 mil) e Acre (790,1 mil).

As demais unidades federativas têm as seguintes populações: Paraíba (3,94 milhões), Espírito Santo (3,88 milhões), Amazonas (3,87 milhões), Rio Grande do Norte (3,41 milhões), Alagoas (3,32 milhões), Piauí (3,19 milhões), Mato Grosso (3,22 milhões), Distrito Federal (2,85 milhões), Mato Grosso do Sul (2,62 milhões), Sergipe (2,22 milhões), Rondônia (1,75 milhão) e Tocantins (1,5 milhão).

OEI TEM SECRETÁRIO É BRASILEIRO

A Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para a Educação, Ciência e Cultura nomeou nessa quarta-feira (27) o brasileiro Paulo Speller como secretário-geral para o período de 2015 a 2018.

Na 12ª Assembleia Ordinária da organização, realizada ontem na Cidade do México, foi aprovada, por unanimidade, a nomeação de Speller em substituição ao espanhol Álvaro Marchesi, que esteve no cargo nos últimos oito anos.

Na reunião, o secretário mexicano da Educação, Emilio Chuayffet, foi designado presidente do Conselho Diretivo da OEI para o mesmo período. O México foi escolhido como sede da próxima assembleia geral, em 2018.

A OEI integra 19 Estados latino-americanos, mais a Espanha, Portugal e Andorra.

Paulo Speller é psicólogo e doutor em ciência política. Foi reitor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira de 2010 a 2013. Atualmente é secretário de Educação Superior do Ministério da Educação.

MORRE ERMÍRIO DE MORAES

Antônio Ermírio de Moraes, empresário e presidente de honra do Grupo Votorantim, morreu na noite deste domingo em sua casa, aos 86 anos, em São Paulo, por insuficiência cardíaca. O corpo está sendo velado no Salão Nobre do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, e o cortejo sairá às 16h rumo ao Cemitério do Morumbi.

Enérgico, carrancudo, workaholic, disciplinado. Vários são os adjetivos acumulados pelo empresário. O certo, porém, é que ele nunca será lembrado pelo tamanho de sua fortuna, estimada em R$ 27,1 bilhões, mas por suas posturas, opiniões, tiradas e trocadilhos que, muitas vezes, garantiram destaque às suas críticas em relação aos governos.

Se há injustiças que a vida impôs a Antônio Ermírio, uma delas é que não morreu trabalhando — acometido do Mal de Alzheimer, estava afastado das empresas desde 2006 — e não foi bem-sucedido na carreira política. Bem que tentou. Em 1986, lançou-se candidato ao governo de São Paulo, mas perdeu na reta final.

“Professor vai ter que dar aula”. “Médico vai ter que bater ponto”. “Funcionário público tem que melhorar sua produtividade”. “Empresário vai ter que vender com nota fiscal”. “Na minha gestão, não vai ter essa de atender mal ao povo”. Estes foram alguns dos princípios que Antônio Ermírio defendeu e que, se a princípio lhe garantiu favoritismo, acabou sendo também o motivo da derrota.

— Ele desagradou a todas as corporações. Nas pesquisas qualitativas todo mundo aprovava, mas, nos sindicatos e associações, de empresas e de trabalhadores, a leitura era outra. Orestes Quércia, seu principal adversário, ia lá e dizia “Ele vai acabar com vocês, vai perseguir médicos e professores. Ele é contra funcionário público — conta o sociólogo José Pastore, coordenador do programa de governo, em 1986, e amigo de Antônio Ermírio por mais de 35 anos.

Pastore diz que o amigo não voltou a se candidatar porque se decepcionou com o sistema de trocas de apoio político.

— Pediam a ele secretarias inteiras, de “portas fechadas”. Foi um choque. Ele dizia: “Vou sair da Votorantim para deixar você roubar em meu nome?” — diz o sociólogo, que em junho de 2013 lançou o livro “Antônio Ermírio de Morais – Memórias de um Diário Confidencial”.

Antonio Ermírio de Moraes com Aureliano Chaves, em 1986 – 

No mundo industrial, a marca de Antônio Ermírio foi a do trabalho. Ele iniciou sua carreira no Grupo em 1949, sendo o responsável pela instalação da Companhia Brasileira de Alumínio, inaugurada em 1955.

Começava antes das 7h, terminava depois das 22h. Trabalhava também aos sábados e nas manhãs de domingo, obrigando os executivos do grupo a se revezarem em plantão para abastecê-los de números ou, simplesmente, trocar ideias sobre alguma estratégia.

Ficar doente, para ele, era sinal de fraqueza. Ia trabalhar gripado e, quando isso acontecia, chegava mais cedo, para dar o exemplo. Também não tirava férias. Por várias vezes, anunciou aos amigos que iria dar uma “parada”, descansar e viajar com a mulher, Maria Regina Costa de Moraes. O destino, inevitavelmente, era Bertioga, no litoral paulista. O descanso não passava de um fim de semana.

Numa das poucas vezes que mudou de rumo, foi para Lindóia, no Circuito das Águas. Foi uma viagem que uniu o destino de Antônio Ermírio ao de Maria Regina. Os dois se conheceram num navio, a caminho dos Estados Unidos, onde ela e a mãe iriam passear e a família Morais, ver o filho diplomado em engenharia metalúrgica pela Colorado School of Mines, a mesma universidade onde estudou o pai dele, José Ermírio, e seu irmão mais velho.

“Se eu não tivesse casado com uma heroína, já estaria divorciado”, explicou o empresário numa entrevista a Jô Soares, ao comentar o excesso de dedicação ao trabalho.

— Ele dizia sempre “Regina, um dia vamos tirar um bom tempo para viajar, passear”. Está devendo até hoje — contou Pastore ao GLOBO, numa entrevista concedida antes do lançamento da biografia.

EMPRESÁRIO AJUDOU NAS FINANÇAS DE HOSPITAL

Sempre coube a Regina reunir filhos e netos em almoços, sempre às quartas-feiras, garantindo os laços familiares. Dos nove filhos, o mais parecido com o pai em estilo e perseverança era Carlos Ermírio, que morreu de câncer aos 55 anos, em 2011. Em 2009, também havia morrido outro dos filhos, Mário Ermírio, também de câncer.

Antes da doença de Antônio Ermírio, ele e Pastore se encontravam pelo menos uma vez por semana para almoçar. O empresário gostava de bacalhau e a única bebida alcoólica que se permitia era um cálice de vinho do porto. Ainda jovem, tomou uma dose de uísque e passou mal. Descobriu então ter um único rim e a recomendação foi: muita água e nada de álcool. Seguiu a restrição a vida toda, com a disciplina que lhe era peculiar.

Pastore lembra com carinho dos almoços rápidos. Em geral, não mais que 20 minutos ou meia hora.

— Eu já sabia. Ele sempre dizia: “Pede o meu prato, é muito bom”. Eu já sabia que era para o pedido vir mais rápido e chegava a brincar: “Um dia vamos chegar já almoçados” — relata ao contar sobre os almoços no restaurante do antigo Hotel Ca’D’Oro, na Rua Augusta, que fechou as portas em 2009.

Mas havia dias em que a conversa se estendia. Era quando comparecia o irmão mais velho, José Ermírio, falecido em 2001. Ao contrário de Antônio Ermírio, o empresário tinha tempo para contar histórias deliciosas, falar de celebridades, jogar conversa fora, fazer piada.

Nestas ocasiões, o almoço durava até uma hora e meia. Antonio jamais interromperia José. Nutria por ele admiração e respeito. Há quem diga que a vida inteira estudou e trabalhou muito para, de forma peculiar, competir com José, a quem adorava, incondicionalmente.

Antônio Ermírio era não dava apenas dinheiro, dedicava tempo e trabalho. Foi isso que fez anos a fio no Hospital Beneficência Portuguesa, um dos melhores de São Paulo. Ia lá três vezes por dia e seu grande feito foi desenhar uma engenharia financeira que permitisse à instituição atender pelo SUS, sem acumular prejuízo, dois terços dos pacientes.

Era assim sempre que oferecia ajuda. Uma delas, foi em 2003. Numa manhã de setembro, um sábado, Antônio Ermírio percorreu a pé os 500 metros que separam a Praça Ramos de Azevedo, onde ficava a antiga sede do Grupo Votorantim, até o Largo São Bento. Tocou a campainha do Mosteiro de São Bento e apareceu um frade.

— Por favor, gostaria de falar com o superior, o responsável pelo Mosteiro — pediu.

— O senhor vende alguma coisa? Quer vender o que? — perguntou o frade.

— Vendo cimento, ferro, alumínio. Mas quero apenas falar com ele — explicou-se.

Antonio Ermírio de Moraes com a atriz Lucinha Lins, na estreia da peça Brasil S.A., que ele escreveu – Cristina Granato / Divulgação/11-1-1998

PEÇAS DE TEATRO NO CURRÍCULO

Para a sorte do Colégio e Faculdade São Bento, a conversa inicial não precisou ir adiante. Um superior avistou o famoso empresário e tratou de colocá-lo logo para dentro.

— Entre! Pelo amor de Deus! — convidou.

Da visita inesperada surgiu a ajuda para que o colégio fosse reformado e não fechasse as portas. Antônio Ermírio havia lido nos jornais que o Colégio São Bento, onde estudaram nomes como Franco Montoro e Oswald de Andrade, estava em dificuldades financeiras e fecharia as portas. Em troca do anonimato, propôs ajuda e convenceu outros empresários a aderirem à causa.

Para compensar o que deixou de fazer na política, o empresário extravasou em peças de teatro: Brasil S.A., Acorda Brasil e S.O.S Brasil. Cada fala das personagens no palco, um traço de sua biografia.

Em nota, o Grupo Votorantim lamentou o falecimento:

“Com o falecimento do Dr. Antônio Ermírio de Moraes, o Grupo Votorantim perde um grande líder, que serviu de exemplo e inspiração para seus valores, como ética, respeito e empreendedorismo, e que defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor e mais justo, com saúde e educação de qualidade para todos”, disse o grupo, que que está presente em mais de 20 países e completou 95 anos de atividade no ano passado, em diversos segmentos industriais como cimentos, metais, siderurgia, energia, celulose, agroindústria e negócios de banco de investimento.

 

Conselho Federal de Medicina (CFM)

O assédio sexual contra pacientes foi responsável por 44% das cassações de registros profissionais de médicos ocorridas no País desde 2009, conforme dados inéditos do Conselho Federal de Medicina (CFM) obtidos pelo Estado. De 2009 até julho deste ano, 61 médicos brasileiros perderam em definitivo o direito de trabalhar após serem julgados culpados pelo conselho por algum tipo de delito ético. Em 27 dos casos, mostram os dados, o motivo da cassação foi assédio sexual.

O recorde de cassações por este motivo aconteceu em 2011, mesmo ano em que Roger Abdelmassih perdeu o registro após ter sido considerado culpado pelo CFM nas investigações de violência sexual contra pacientes de sua clínica de reprodução assistida. Além de ser impedido de exercer a medicina, ele foi condenado pela Justiça a 278 anos de prisão por 48 estupros contra 37 pacientes.

Naquele ano, das 13 cassações referendadas pelo CFM, dez estavam relacionadas com denúncias de assédio sexual, o que representa 77% do total.

Nos outros anos, os casos de abuso foram responsáveis por, no máximo, 58% das cassações. No ano anterior ao recorde, 2010, apenas quatro médicos tiveram seu registro cassado, nenhum por assédio. Segundo Roberto Luiz d’Avila, presidente do CFM, embora não haja um estudo que comprove a relação do caso Abdelmassih com o aumento de denúncias, a ampla divulgação da história pode ter estimulado vítimas de outros médicos a procurar os conselhos de classe para denunciar o delito.

“Ao verem a possibilidade de justiça (com a punição de Abdelmassih), as pessoas que vivenciaram essas situações e não viam, até aquele momento, perspectiva de buscar a punição dos culpados podem ter tomado coragem para ir até a polícia, ao Conselho de Medicina ou até dividir seu trauma com um amigo, que por sua vez, dá o apoio para que ela rompa seu silêncio”, afirma.

São Paulo

No Estado de São Paulo, o caso Abdelmassih também teve reflexo no número de denúncias de assédio sexual. Em 2009, quando os primeiros relatos de pacientes vieram a público, o Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremesp) recebeu 82 denúncias do tipo, mais do que o dobro do registrado no ano anterior.

Entre 2008 e 2013, foram 286 denúncias de assédio praticado por médicos em São Paulo. Desse total, 114 viraram processos éticos até agora, abertos quando o conselho constata que há, de fato, indícios do delito. As especialidades que registram o maior número de queixas de assédio são ginecologia, psiquiatria e clínica geral.

“Nem todas as denúncias se transformam em processos éticos profissionais. Já identificamos uma minoria de situações em que o paciente quer extorquir o médico ou faz a denúncia por vingança”, diz Maria do Patrocínio Tenório Nunes, coordenadora da Comissão Técnica de Assédio do Cremesp, criada em 2007.

Até agora, 14 processos já foram julgados e em 11 casos o profissional foi considerado culpado. Os demais procedimentos estão em apuração – o Cremesp tem cinco anos para julgar o processo e, quando a pena aplicada é a cassação, a decisão precisa ser referendada pelo CFM.

Para Maria do Patrocínio, é importante que qualquer caso de assédio seja comunicado aos conselhos regionais. “A medicina é uma profissão que depende da confiabilidade e da lealdade. Aqueles que não têm condições de exercê-la devem ser removidos. É nosso dever avaliar isso”, afirma ela.

Aécio e o Nordeste

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, lançou nesse sábado (23), em Salvador, um pacote de promessas para a região Nordeste cujo eixo principal é reforçar os programas já existentes do governo federal, como o Bolsa Família, e terminar obras de infraestrutura, como a transposição do Rio São Francisco, vitrines dos governos de Dilma Rousseff e de Luiz Inácio Lula da Silva.

Batizado de “Nordeste Forte”, o programa é tratado pela campanha como a maior vitrine do PSDB na região. Uma das principais preocupações do presidenciável tucano nesta campanha é se blindar do que os tucanos chamam de “tática do medo”, que consiste nos rumores de que uma vitória do partido levaria ao fim dos programas de transferência de renda implantados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tenho ouvido no meu Estado que se eles (PT) não forem eleitos, vamos acabar com o Bolsa Família. Mas o Bolsa Família é uma conquista do povo e veio para ficar”, disse Tasso Jereissati (PSDB), candidato ao Senado pelo Ceará.

O projeto Nordeste Forte propõe “evoluir o Bolsa Família”, tornando o programa uma “política de Estado” e dobrar o complemento da União ao Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica (Fundeb) em quatro anos, promovendo a equidade do Nordeste com as demais regiões do País. O tucano também prevê levar o programa Saúde da Família, do governo federal, para toda a população nordestina e anunciou que pretende implantar no Nordeste o programa Poupança “Jovem Brasil”, que deposita R$ 1 mil a cada ano no ensino médio por estudante.

O objetivo, ressalta a proposta, é garantir que, em quatro anos, as famílias nordestinas terão um renda per capita mínima de US$ 1,25 por dia, conforme as metas do milênio.

Aécio promete ainda tirar do papel as obras de infraestrutura da região. Ele garante que em seu governo terminará a transposição e a revitalização do Rio São Francisco. O plano prevê implantar um programa de desenvolvimento decenal – articulado com todos os Estados do Nordeste e com orçamentos aprovados pelo Congresso – para recuperar a foz do Rio São Francisco.

Marina

No evento de lançamento do plano ontem, na Bahia, quarto maior colégio eleitoral brasileiro e que foi um reduto eleitoral de Dilma e de Lula nas últimas eleições, Marina Silva, que se tornou candidata após a morte do ex-governador Eduardo Campos em um acidade aéreo, foi alvo críticas indiretas de Aécio. “Ninguém tem o time qualificado que nós temos. Temos um conjunto de projetos que são os melhores. É possível transformar o sonho em realidade”, disse, numa referência à pouca experiência administrativa da concorrente.

Para dar peso ao evento de ontem, Aécio convocou os principais líderes políticos tucanos nordestinos, como o governador de Alagoas, Teotônio Vilela, para estarem em Salvador. Para o PSDB, depois da morte de Campos, é preciso investir fortemente na região para evitar que os eleitores do ex-governador migrem para Dilma. O tucano também participou ontem de almoço com os coordenadores de sua campanha no Nordeste e gravou imagens na Igreja do Bonfim.

Operação Lava Jato

A Polícia Federal esteve em pelo menos dois endereços, uma empresa e um edifício residencial, ligados ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A sexta etapa da Operação Lava Jato foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (22), na tentativa de colher novos documentos e depoimentos de empresários ligados ao ex-diretor. Costa está preso desde junho e é réu em dois processos, acusado de integrar um esquema de desvios e contratos fraudulentos que movimentou R$ 10 bilhões.

Por volta das 6h30, uma viatura da Polícia Federal chegou em cada um dos endereços, ambos na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Um deles é o condomínio Costa do Sol, com apartamentos de alto padrão de frente para a praia. No local, mora um sócio do genro de Paulo Roberto Costa.

A identidade do sócio não foi revelada. O objetivo era conduzi-lo à delegacia para prestar depoimento, mas segundo funcionários do prédio, ele estaria viajando aos Estados Unidos. A PF deixou o local por volta das 10h.

Os dois genros e as filhas de Paulo Roberto Costa, Ariana Azevedo Costa Bachmann, Humberto Sampaio de Mesquita, Marcio Lewkowicz e Shanni Azevedo Costa Bachmann, também são réus em um processo, acusados de destruir documentos que seriam coletados pela PF, em março.

Também no início da manhã, a PF esteve na sede da empresa Costa Global, uma consultoria do setor óleo e gás registrada em nome de Paulo Roberto Costa. A empresa desenvolvia projetos para construção de refinarias privadas e já tinha iniciado acordo para instalação de uma unidade em Sergipe.

Quando era diretor de Abastecimento da Petrobras, Costa também era responsável pelo segmento de refinarias, incluindo Abreu e Lima (Rnest), investigada pela PF com suspeita de fraudes em contratos. A obra estava orçada em US$ 2,5 bilhões, mas já custa mais de US$ 20 bilhões.

O escritório da empresa fica em um edifício corporativo de alto padrão também na zona oeste, na região conhecida como Península. Funcionários do edifício relataram que a viatura da Polícia Federal chegou antes das 7h e ficou no local por cerca de três horas. Eles não souberam confirmar se a PF levou documentos e computadores do local.